Sem grandes coligações, Marcos Mendes quer governo com base em consultas populares
Por Ailma Teixeira
Enquanto outros candidatos ao governo do Estado falam em aumentar o efetivo da Polícia Militar como forma de combate aos índices de violência registrados na Bahia, Marcos Mendes (PSOL) tem a desmilitarização como um dos destaques do seu plano de governo. Para ele, a solução passa pela valorização dos policiais com um plano de carreira, mas também por investimentos "pesados" em educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade e políticas sociais.
“Nós entendemos que a polícia tem que ter um ciclo completo. Primeiro, a desmilitarização porque hoje os policiais são subcidadãos. Você vê que ele não tem direito a fazer greve, não tem direito a se associar, não tem direito sequer de participar de um partido político. Então, eles são subcidadãos. A falta de políticas sociais do governo do estado faz com que eles fiquem com a carga pesada de tudo que vem acontecendo de mal nos Estados e no país como um todo. Acho que isso não é justo com os policiais e com os profissionais da área de segurança pública”, defende o candidato, que diz representar o novo partido contra a velha política.
Essa é a terceira vez que Marcos Mendes disputa uma eleição ao governo da Bahia. Como o Partido Socialismo e Liberdade contesta o posicionamento de grandes legendas, a sigla se juntou apenas ao PCB, UP e movimentos populares para as eleições deste ano. A candidata a vice na chapa de Mendes, ou co-governadora como eles chamam, é Dona Mira, líder do Movimento Sem Teto da Bahia (MTSB) e também filiada ao PSOL.
Embora os apoios se restrinjam a partidos e grupos sem representação política no Legislativo baiano, Mendes garante que isso não será um problema para sua gestão. Caso eleito, ele espera governar com base total no apoio dos eleitores. “É essa a lógica que a gente não quer ter no nosso governo. As pessoas ficam na lógica de 63 pessoas dentro de uma Assembleia Legislativa. Nós temos 15 milhões de pessoas. Nós queremos dialogar com essas 15 milhões de pessoas. Queremos respeitar a Assembleia Legislativa. O Legislativo tem que ser respeitado, tem que haver um diálogo direto, mas eles são representantes desses 15 milhões. Se a gente dialogar e não tiver um retorno com esse diálogo, então tem que chamar esses 15 milhões para dialogar com a gente”, frisa o candidato.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Mendes falou ainda sobre os seus projetos para a saúde e segurança, destacou o diferencial da sua campanha em relação às demais e fez críticas aos governos anteriores. Clique aqui e leia a entrevista completa.
