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Com campanha 'mais pobre', João Santana defende mais dinheiro para reeleição de Lúcio

Por Lucas Arraz

Foto: Reprodução / ASCOM

João Santana (MDB) defendeu a verba de R$ 1,5 milhão recebida pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) para sua campanha de reeleição. O valor é três vezes maior do que recebeu o candidato ao governo do estado. Enquanto o irmão de Geddel Vieira Lima ganhou da direção do MDB nacional a quantia milionária, Santana terá que fazer sua campanha com R$ 500 mil. O valor também é quatro vezes menor do que o recebido para campanha do adversário Rui Costa (PT). 

 

“Eu sou o presidente estadual do partido e quem controla os fundos. Não preciso de 1 ou 2 milhões de reais. Não faço campanha para lucrar, faço pois sou militante político. Dessa campanha vou levar apenas a vitória ou a derrota”, bradou o candidato ao telefone após ser questionado sobre a diferença nos montantes. 

 

Enquanto o adversário Rui Costa pretende usar os mais de R$ 2 milhões disponíveis para sua campanha, Santana defendeu que os R$ 500 mil são mais que o suficiente. “Não sou candidato para levar vantagem. Todos os deputados federais do MDB [candidatos a reeleição] receberam o mesmo valor. A imprensa precisa estudar mais antes de levantar essas questões”, comentou. 

 

Diferente do que aconteceu na Bahia, onde Lúcio Vieira Lima ganhou mais que o candidato ao governo para a campanha, dos mais de R$ 214 milhões que a direção nacional do MDB recebeu, as maiores doações foram justamente para candidatos ao governo. Paulo Skaf, candidato do MDB em São Paulo, e Roseana Sarney, candidata no Maranhão, receberam, cada um, R$ 8 milhões da legenda.

 

A necessidade de eleger deputados federais pode ajudar a explicar a discrepância. A partir da eleição de 2018, só terá acesso ao fundo partidário, legendas que atingirem um número mínimo de deputados federais eleitos. 

 

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