Após operação, Nilo não pretende contratar pesquisas da Babesp: 'Dinheiro está curto'
Por Bruno Luiz
Fiel cliente do Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp), o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSB) não pretende contratar nenhuma pesquisa com o instituto nas eleições deste ano.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o socialista culpou a situação financeira pela decisão. Carinhosamente chamado por ele de “Minha Babesp”, o instituto passou a ser apelidado no meio político como “Datanilo”, devido à proximidade do deputado estadual com proprietários da empresa. “O dinheiro está muito curto”, justificou o deputado estadual, que atualmente é candidato a deputado federal.
Por causa da curiosa relação com a Babesp, Nilo foi alvo da Operação Opinião, deflagrada pela Polícia Federal em setembro do ano passado (relembre). De acordo com o Ministério Público Eleitoral, há indícios de que o deputado seria o controlador do instituto e que utilizaria a empresa para contabilização fraudulenta de recursos utilizados de maneira ilegal em campanhas políticas, conhecido "caixa 2".
Segundo um levantamento divulgado à época, o socialista contratou 72% das pesquisas feitas pela Babesp nas últimas três eleições (2016, 2014 e 2012). No entanto, sem Nilo como cliente, a empresa parece ter entrado no ostracismo dentro do universo dos institutos de pesquisas eleitorais. Neste ano, nenhum levantamento foi contratado junto à empresa.
Questionado se a decisão de deixar de lado os serviços da Babesp foi provocada pela Operação Opinião, Nilo negou veementemente. “Não teve nada a ver. Eu não pretendo contratar pesquisa este ano”, afirmou, para depois reafirmar que os recursos financeiros estão mais escassos este ano. “O dinheiro está curto”, disse novamente.
