Professores da rede municipal pedem para MP-BA intermediar negociações com a prefeitura
Por Lucas Arraz
De greve há 22 dias sem chegar a um acordo, os professores da rede municipal de Salvador pediram, nesta terça-feira (31), para o Ministério Público da Bahia (MP-BA) intermediar as negociações entre a prefeitura e a categoria. Os professores já tiveram uma liminar que suspendeu o corte do ponto dos grevistas derrubada pela Justiça.
De acordo com o Sindicato dos Professores (APLB), a atitude de levar o diálogo da greve para o MP foi tomada por "uma falta de sensibilidade da prefeitura ao não atender as demandas dos professores". “Estamos procurando as vias jurídicas, pois o prefeito está insensível a situação do nosso município e não quer buscar o diálogo”, declarou Elza Melo, presidente da entidade.
Sobre a decisão de judicializar a greve, a Secretaria Municipal da Educação do Salvador voltou a afirmar que o movimento é “político” e “partidário” e que o canal de diálogo com os professores está aberto. “Alguns representantes estão interessados em ganhar palanque para as suas candidaturas com esse movimento”, atacou o secretário da pasta, Bruno Barral. De acordo com a secretaria, apenas 7%, cerca de 32 escolas, aderem ainda ao moviemento.
