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STF arquiva investigação sobre caixa dois e lavagem de dinheiro contra Aloysio Nunes

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O inquérito que investigava se o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP), cometeu os crimes de caixa dois e lavagem de dinheiro, foi arquivado no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (11) pelo ministro Celso de Mello, que atendeu um pedido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. "Sendo esse o contexto, passo a examinar a proposta de arquivamento formulada pelo Ministério Público Federal. E, ao fazê-lo, tenho a por acolhível, pois o Supremo Tribunal Federal não pode recusar pedido de arquivamento, sempre que deduzido pela própria Procuradora-Geral da República, que entendeu inocorrente, na espécie, a presença de elementos essenciais", descreveu o magistrado na sentença. Desdobramento da Operação Lava Jato, a investigação foi aberta em setembro de 2015, com base na delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC. Na colaboração, ela disse que acertou diretamente com Nunes a doação de R$ 500 mil para a campanha ao Senado, em 2010. No entanto, R$ 300 mil seria feito via doação oficial enquanto outros R$ 200 mil seriam repassados em dinheiro vivo e sem os devidos registros. Assim, os delatores informaram que o caixa dois foi pago por meio de uma terceira pessoa, Marco Moro. Ele chegou a ser ouvido no processo, mas como faleceu em agosto do ano passado, a procuradora-geral entendeu que isso dificultava o andamento da apuração. Além disso, Dodge declarou que outras provas e depoimentos foram colhidos, mas as suspeitas "não foram corroboradas por outros elementos de prova suficientes a comprovar a materialidade e a autoria das infrações investigadas".

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