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Base governista no Congresso não acredita em plano da União para reduzir preço do diesel

Por Lucas Arraz

Deputados aliados acreditam que plano do governo é impossível | Foto: EBC

A afirmação do ministro da Fazenda Eduardo Guardia de que a União deve criar novos impostos para compensar os prejuízos criados pela redução de tributos sobre o diesel (veja aqui) não pareceu uma boa ideia nem para a base favorável ao governo dentro do Congresso Nacional. Em conversa com o Bahia Notícias, Lúcio Vieira Lima (MDB), Arthur Maia (DEM) e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) concordaram que é “praticamente impossível” a Câmara autorizar o aumento da carga tributária neste momento. “Os parlamentares estão cada vez mais antenados com as discussões pautadas pela sociedade e, sem demagogia, ninguém vai querer aprovar aumento ou criação de imposto em um ano eleitoral”, declarou Lúcio Vieira Lima, correligionário de Temer. Neste domingo (27), o presidente Temer anunciou um desconto de R$ 0,46 no valor do combustível para atender a um pedido dos caminhoneiros e tentar encerrar a greve nacional da categoria que chegou ao seu oitavo dia (leia aqui). A medida deve custar, segundo o governo, R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos. "A redução de imposto tem que ser compensada com outro tributo. Ao invés de tributar PIS/Cofins, vou tributar outras coisas”, garantiu o ministro Guardia nesta segunda-feira (28). Para o democrata Arthur Maia a estratégia se reduz a “tirar a carga de alguns e colocar para outros pagarem” sem garantir que as contas aumentem para a população mais rica. “O governo não pode continuar querendo resolver suas crises aumentando impostos”, rebateu o parlamentar do partido do presidente da Câmara Rodrigo Maia. Já para Jutahy Júnior o plano para pôr fim a greve dos caminhoneiros é “desrespeitoso e absurdo” com a sociedade. “A população vai pagar pela retirada de um imposto que favorece as transportadoras, os donos de carros de luxo movidos a diesel e o setor que utiliza maquinário agrícola”, defendeu o tucano. Sem o apoio no congresso, mesmo na base aliada, o melhor caminho para a União, para os parlamentares, é um só: reduzir a tributação estadual dos combustíveis, ICMS. “Em todos os países do mundo, quando se tem um aumento combinado do preço do petróleo com o aumento dólar, se diminui os impostos sobre os combustíveis. A Bahia cobra 30% de imposto na gasolina e 25% sobre o diesel. A redução desses impostos sobre o produto é natural nessa combinação”, defendeu Jutahy. 

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