Reunião que negou votar projeto para agentes da Transalvador teve clima de retaliação
Por Guilherme Ferreira
A reunião do Colégio de Líderes na Câmara de Vereadores nesta terça-feira (8) teve clima de retaliação a atos de autoritarismo cometidos por funcionários da Transalvador. Durante o encontro, foi descartada a possibilidade de colocar em votação um projeto requisitado pelos agentes de trânsito que permite a eles usar armas não letais durante o trabalho nas ruas. Pessoas ligadas à Câmara relataram ao Bahia Notícias que, durante a reunião, diversos vereadores relataram casos de comportamento inadequado cometidos por funcionários da Transalvador. Durante a conversa foi cogitado inclusive propor a criação de um código de conduta para os trabalhadores do órgão da prefeitura. Além dos questionamentos à atuação dos agentes, havia também um receio de que a aprovação do uso das armas não letais poderia contribuir para o aumento do número de casos de autoritarismo. Diante disso, a decisão por não votar o projeto de lei foi apoiada pela maioria. O debate sobre essa questão voltou à tona na última semana, quando agentes da Transalvador realizaram um protesto pedindo mais condições de segurança durante as atividades nas ruas. Os trabalhadores chegaram a se reunir com o presidente da Câmara, Leo Prates, para cobrar a votação do projeto de lei que libera o uso de armas não letais. Ao Bahia Notícias, o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, já se posicionou a favor da autorização para o uso de armas não letais pelos trabalhadores. "Acontecem muito mais registros de agressão a agentes de trânsito do que o contrário. Muito mais", assegurou.
