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Dirigente do PSB na Bahia critica possível candidatura de Barbosa pelo partido

Por Ana Cely Lopes

Foto: Reprodução / Facebook

Membro da executiva nacional e estadual do PSB, Domingos Leonelli afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que acha complicado construir, seis meses antes da eleição, uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à presidência (leia aqui). "Não houve construção ao longo do tempo, como a de Eduardo Campos. Na época, ele vinha de duas gestões bem sucedidas no Governo de Pernambuco. Havia uma decisão quase unânime no partido de que deveríamos ter uma candidatura própria", explicou. Leonelli concorda com a posição da executiva nacional do PSB de primeiro pensar na filiação de Barbosa e só após discutir uma possível candidatura. "É a posição mais correta. Primeiro ele entra no partido, torna-se um militante, e só após isso vamos discutir a conveniência e a possibilidade de virar candidato", disse. É que há, no momento, uma cisão na sigla no entendimento de como devem acontecer as eleições de 2018. "Existem duas correntes, uma que defende que a gente tenha um  candidato próprio, que pode ser de dentro do partido como Beto Albuquerque, ou de fora, como Joaquim Barbosa. A outra corrente defende que nós apenas apoiemos outro candidato, possibilitando alianças estaduais", explicou Leonelli. Entre os aspectos positivos de ter Barbosa como candidato, o secretário acredita que ele tem potencial por ser um rosto de fora da política e de origem humilde. "Não tenho dúvidas de que a candidatura de Barbosa teria maior palanque eleitoral. Entretanto, diversas sessões estaduais já constituíram alianças politicas e eleitorais. Em São Paulo, por exemplo, o PSB firmou aliança com Márcio França, em Pernambuco, Bahia e Paraíba, estudamos aliança com o PT. No Espírito Santo há possibilidade de acordo com o PSDB...", apontou o secretário. Por isso, ele acha que a melhor opção é apoiar uma candidatura pré-existente para que os diretórios estaduais sejam liberados para formar coligações e focar nas eleições de governadores.

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