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Sidelvan espera decisão de Neto sobre candidatura para definir novo partido

Por Bruno Luiz

Deputado está em compasso de espera | Foto: Divulgação/ PRB

Sem partido desde que pediu a desfiliação do PRB, o deputado estadual Sidelvan Nóbrega ainda não definiu qual sigla será seu novo destino político. E ainda não o fez porque está esperando uma outra decisão: a do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), se será ou não candidato a governador. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar disse que só vai bater o martelo em relação ao próximo partido provavelmente no início de abril, quando Neto afirmou que iria anunciar se vai renunciar para concorrer ao governo do Estado ou continuar no Palácio Thomé de Souza. “Eu só devo decidir lá pelo dia 6. Estamos esperando uma decisão dele para tomar uma posição”, contou. O dia 6 de abril é o penúltimo da janela partidária, período em que os políticos podem trocar de legenda sem correr o risco de sofrer processos na Justiça Eleitoral. Sidelvan explicou que a decisão de Neto influencia na dele por algumas questões. Primeiro, ele disse que continua na base do prefeito, a despeito de rumores que davam conta do contrário. Caso algum partido resolva deixar o grupo político do democrata por causa de sua decisão, Sidelvan já descartará a sigla dissidente do seu horizonte. Além disso, o deputado estadual quer esperar para ver como ficarão os quadros partidários após o troca-troca do período de janela. Ele vai preferir se aninhar a um partido que torne mais fácil sua reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A situação de Sidelvan, entretanto, não é única na Casa e ecoa na base de Neto. Deputados da oposição sinalizam que também esperam a decisão dele para definir seus futuros políticos. Um exemplo emblemático vem do PMDB. Os parlamentares David Rios, Leur Lomanto Júnior, Hildécio Meireles e, mais recentemente o próprio presidente estadual do partido, Pedro Tavares, estão ameaçando deixar a sigla para se desvencilhar dos irmãos Vieira Lima, implicados no caso do bunker de R$ 51 milhões. Caso Neto resolva ser candidato, os quatro pretendem abandonar o barco. Eles tentaram, em uma articulação comandada por Neto, convencer o deputado federal Lúcio Vieira Lima a sair do partido, condição imposta pelo próprio democrata para concorrer ao governo e ter o partido na majoritária. No entanto, o parlamentar baiano bateu o pé e, à la uma famosa marchinha de Carnaval, disse que dali não sai e, dali, ninguém lhe tira. Se ele não sai, os outros estão se preparando para dar adeus. Só ainda não decidiram para onde vão.

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