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Líder dos agentes penitenciários diz que PM comanda Seap e critica Nestor Duarte

Por João Brandão

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb), Reivon Pimentel, em entrevista ao Bahia Notícias, acusou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) de “cabine de empregos” e que o atual chefe da pasta, Nestor Duarte, pode “até ter boa vontade política, mas ele não conhece de sistema prisional, não conhece de segurança pública". “Ele é auxiliado por oficiais da Polícia Militar. Esses oficiais filtram a situação e só passam para o secretário as coisas boas. As mazelas eles jogam para debaixo do tapete”, disparou. De acordo com Pimentel, os oficiais “estão lá há mais de 10 anos”. “Segundo a Constituição, o policial pode assumir cargo civil, mas só pode ficar até dois anos, mas não acontece isso”, pontuou. Ainda segundo ele, a pasta tem orçamento “de quase 74 milhões de reais, mas que não repassa nada para os agentes”. “Esse caos instalado no sistema não é por falta de verba. O orçamento da Seap é, proporcionalmente, maior que a Secretaria de Segurança Pública. Isso sem falar no repasse do departamento penitenciário federal”, afirmou.

 


Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

 

Para o sindicalista, para resolver o problema é necessário “transformar a Seap numa se secretaria técnica e não política”. “Precisa de tecnicidade no sistema prisional. A questão do recurso, por exemplo, daria para cobrir a defasagem. Daria para comprar armamento institucional, equipamentos de segurança”, contou. Pimentel disse que a unidade de Feira de Santana tem 1.977 apenados. “Para fazer custódia, temos no máximo 20 agentes durante o dia e seis durante a noite. A média é de 600 apenados para cada agente”, exemplificou. Ele acusou ainda o sistema prisional de estar sucateado de forma “proposital e perverso por parte de quem está gerindo a Seap”. “O secretário é um político profissional, mas nada impede que um politico possa gerir uma secretaria como é a Seap. Precisa ter boa assessoria. Ele não tem hoje uma assessoria técnica. Ele está perdido. Não importa o secretário”, ponderou.

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