Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

OS BAGRINHOS E A JUSTIÇA

As gravações apresentadas ontem no "Jornal Nacional", com áudio claro, comprovando a tentativa de dois enviados de Daniel Dantas para comprar por US$1 milhão de dólares um delegado da Polícia Federal de modo a evitar a prisão do banqueiro, sua irmã e um filho, só não estarrece porque se o Brasil não chega a ser um paraíso fiscal, é, no entanto, um paraíso da bandidagem endinheirada. E, se o fato escancarado pelo "JN", não for um "fato relevante" para embasar prisões, esqueçam: "fato relevante" é apenas uma falácia jurídica. De resto, para alimentar a lenda segundo a qual o dinheiro sempre prevalece, um leitor reclama que enquanto dois habeas corpus são concedidos em tempo recorde pelo Supremo, vaga pelas gavetas do STF o famoso processo da Cláusua Quarta dos petroquímos da Bahia. Há 19 anos. Quando um ministro vota, outro pede vista ao processo e o julgamento é suspenso. O tempo passa, o tempo vôa, esquecem da Cláusula Quarta. Quando volta à pauta para ser julgada é a mesma coisa. Claro fica que, de um lado, estão as grandes empresas petroquímicas e, de outro, os trabalhadores. E assim fica explicado. Por falar nisso, o ministro Gilmar Mendes recusa a existência de "justiça de classes sociais" no Brasil. Ora, se ele pode tanto, ele está certo. Errados são os bagrinhos.

Compartilhar