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Sócio da Odebrecht pode ser implicado em investigações do BNDES

Foto: Lírida Nerys

Diferente do que aconteceu com as investigações em torno da Braskem, o ex-presidente da petroquímica e sócio da Odebrecht, Bernardo Gradin, pode não sair ileso das denúncias que envolvem o BNDES. Quando fundou a empresa de etanol celulósico BioGradin, em 2011, ele usou o mesmo método de Eike Batista, que pedia dinheiro para pré-projetos difíceis de serem concretizados. Segundo informações da newsletter Relatório Reservado, especialista em economia, naquele ano, o BNDES investiu R$ 1 bilhão na nova empresa. Só que, de acordo com a publicação, até o momento, a BioGradin adquiriu mais problemas que soluções. No fim do ano passado, o empresário chegou a voltar ao banco para pedir mais dinheiro, mas o pedido ficou engavetado. Quanto às denúncias sobre a gestão da Braskem, ele foi apenas questionado sobre um contrato de preço de nafta. Atualmente, Gradin vive uma batalha com a Odebrecht. O entrave teve início em 2010, quando as duas famílias baianas romperam a sociedade, de acordo com O Estado de S. Paulo. Na época, os Odebrecht tentaram comprar as ações de Victor Gradin e seus dois filhos, Bernardo e Miguel, por US$ 1,5 bilhão. Os Gradin recursaram a oferta e, desde o ano passado, as famílias buscam um acordo fora dos tribunais.

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