Luciano promete não pressionar Samuel a assinar CPI, mas cogita providências
Por Bruno Luiz
O líder da oposição, Luciano Ribeiro (DEM), afirmou nesta quinta-feira (1º) que, a princípio, não vai tomar nenhuma posição em relação do deputado estadual Samuel Jr. (PSC). O parlamentar foi o único que não assinou o requerimento da bancada para abertura da CPI da Fonte Nova, que pretende investigar irregularidades na obra do estádio. Nesta quinta, o presidente estadual do PSC, Eliel Santana, afirmou que o partido só tomará uma posição em relação a Samuel se a oposição “provocar” a legenda (leia aqui). EM entrevista ao Bahia Notícias, Luciano disse acreditar no compromisso feito pelo deputado de assinar o requerimento. “Olha, nós ainda não discutimos sobre isso. Temos esperança de que ele vai assinar. Ele se comprometeu perante todos os deputados que estavam na reunião”, declarou. Ele não descartou, no entanto, de os deputados oposicionistas tomarem alguma providência contra o social-cristão. “Se ele não assinar, a gente vai levar para a bancada para ver que posição tomar. Mas eu não tenho trabalhado com outra hipótese. Falei com ele ontem. Ele disse: ‘Luciano, eu vou assinar’, garantiu isso. Então, estou aguardando”, garantiu, ao dizer também que não estabeleceu prazo para Samuel se posicionar. Questionado sobre o fato de esta não ser a primeira vez que o colega de bancada deixa de assinar uma CPI da oposição, Luciano argumentou que o caso agora é diferente. “Nas outras vezes, ele não assinou, mas ele não se comprometeu a assinar. Nessa, ele se comprometeu perante todo mundo”, ponderou. Nos bastidores, a indefinição de Samuel não surpreende e irrita oposicionistas. De acordo com relatos ouvidos pela reportagem, o deputado utiliza os requerimentos de CPI como barganha. Com bom trânsito e proximidade a secretários no governo, acaba recebendo vantagens governistas, como emendas e verbas, para não assinar os pedidos de abertura dos colegiados. Luciano ainda disse não achar que o fato de o presidente da Casa, Angelo Coronel (PSD), buscar uma vaga para o Senado na chapa majoritária do governador Rui Costa (PT) à reeleição vá influenciar na posição dele sobre a comissão. Cabe a Coronel decidir se abre, ou não, a CPI. Nesta quinta, o social-democrata afirmou que a AL-BA não pode ser tratada como “extensão da Polícia Federal ou do Ministério Público” (veja aqui). “Não acredito que o presidente vai se contaminar por isso. Ele tem conduzido o Parlamento com independência. Se ele tem agido assim, acho que vai colocar a independência acima dos interesses pessoais”, defendeu o líder do bloco. Ainda segundo ele, Coronel precisa basear sua análise sobre a CPI exclusivamente em “critérios objetivos”. “Ele não é jurista. Não é vontade subjetiva. Tem elementos objetivos que precisam ser analisados. Talvez tenha dado a declaração querendo falar outra coisa”.
