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Rui cita insegurança de investidores e critica reabertura do aeroporto de Pampulha

Por Glauber Guerra / Luana Ribeiro

Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

O governador Rui Costa comentou nesta sexta-feira (16), ao ser questionado sobre o desfile da escola de samba do Rio de Janeiro Paraíso do Tuiuti, sobre a situação do aeroporto de Pampulha, em Minas Gerais, que está operando com voo da Gol Linhas Aéreas com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Rui reclama a necessidade de uma “política de Estado”, de forma a oferecer segurança aos investidores. “Se coloque na posição de investidor estrangeiro. Você colocaria seus recursos, seus investimentos, em um país que faz projetos que duram 30, 40, 50 anos, ou num país que, a cada governo, muda tudo e cancela tudo que o outro fez?”, questionou. No caso de Pampulha, usado para exemplificar a situação citada por Rui, o terminal está proibido, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), de operar voos interestaduais, fazendo apenas linhas regionais e executivas. A medida beneficiava a BH Airport, concessionária do aeroporto de Confins. “É um absurdo aquele negócio. Está em Minas, é em outro estado, mas me sinto à vontade para comentar mais ainda. Mas você chama a iniciativa privada para fazer um brutal investimento em um aeroporto, aí depois que o cara bota R$ 2 bi de investimento no negócio, vem alguém com interesse político-partidário e diz: “ó, vai ter voo no outro aeroporto”. Como é que é isso?”, critica Rui, para completar: Você apresenta uma proposta para o cara e diz “olhe, só vai ter voo nesse aeroporto, faça seu investimento que eu lhe garanto o retorno”. O cara faz conta, leva para o conselho de acionistas internacional, aprova tudo, encontra um retorno em 30 anos e aplica o dinheiro. Um ano depois que o cara concluiu a aplicação do dinheiro você vira para ele e diz: “sinto muito, eu vou abrir o outro aeroporto”. Então isso vira piada internacionalmente”. Apesar da declaração de Rui, a licitação da concessão de Confins, realizada em 2013, não obrigava ao veto a operação paralela de outros aeroportos no estado. Em ação protocolada no Superior Tribunal de Justiça, a BH Airport – cujas acionárias são a suíça Zurich e a brasileira CCR e ainda a estatal Infraero – defende que havia uma "política de aviação civil sugerida para a região", pela qual Pampulha atuaria com voos regionais e táxi aéreo e Confins ficaria com os voos interestaduais, internacionais e operações de carga. "Essa proibição [de existir outras aeroportos concorrentes] o edital não traz. Mas está dito que o concessionário terá de arcar com os riscos de eventuais concorrências de novas infraestruturas aeroportuárias. E Pampulha não é nova infraestrutura", disse argumentou o diretor jurídico da CCR, Marcos Senna, em entrevista ao jornal Valor. A ampliação da operação de Pampulha e sua retirada do pacote de concessões do governo federal aconteceu em outubro de 2017, no dia da votação da segunda denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) – nos bastidores, aponta-se que a mudança de curso foi motivada por pressão do PR, mais especificamente do ex-deputado Valdemar Costa Neto, que tinha na Infraero um campo de atuação política. 

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