Curtas e Venenosas: Carnaval passou, mas minha língua tá afiada
Por Natália Comte
Olá, 'venenozinhos' da tia Naty. Como foram de Carnaval? Aproveitei e fui para um resort no extremo sul da Argentina com meu inho. Mas claro, enquanto os sem moral com o Homem da Luz do BN se acabavam de trabalhar, fiquei dando umas olhadas no que acontecia por aqui. De início, queria dizer para aqueles que sentiram minha falta nos camarotes da vida: sei que o brilho da festa não é o mesmo sem minha presença, mas só de pensar em ter que cumprimentar cada milho que já se acha pipoca, desisti. Às vezes, fico pensando que a heterossexualidade deve ser algo muito frágil, que desmancha com a chuva. Haja protestos contra os beijos duplos, triplos, quádruplos dos meninos brancos, fortes, barbudos, ricos adeptos da San Sebastian. É muito interesse em se preocupar com eles, não? Uma dica da tia Naty: se você está se sentindo abalado, enfraquecido e até solitário por ser hétero, cole na corda de tio Bell, do Velho Durval e vá ser feliz. Só não vá atrás de Pabllo Agrittar sem querer ver os meninos se acariciando. Daniela Mercury até tentou, destentou e foi mais uma vez com seu "Banzeiro" por horas, mas quem dominou a avenida foi Claudinha Leitte. A bagunceira esgotou os blocos, seu trio virou debate por onde passou - nem sempre associado a bons olhos - e ainda repercutiu lá fora com o bolo que tomou do gringo na abertura. Bom, falei que Claudia dominou a Avenida, mas o nome do Carnaval foi Ivete, para delírio (não positivo) das amigas. Que coincidência esse parto ser no sábado de Carnaval, né? Fiquei imaginando a briga na fila da reencarnação. Todas as almas querendo essa vaga. Saiba mais!
