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Gil avalia estreia de Preta à frente do Expresso 2222 e fala sobre homenagem da Vai-Vai

Por Lara Teixeira / Rebeca Menezes

Foto: Gilmar Castro / Ag Haack / Bahia Notícias

Gilberto Gil avaliou nesta terça-feira (13) o trabalho da filha, Preta, em sua estreia à frente do camarote Expresso 2222, que completa 20 anos em 2018. Esta é a primeira noite em que o artista visita o espaço. “Eu estava aqui conversando com ela, perguntando o que ela achou, como está. É o primeiro [dia] porque eu estava em São Paulo, tive alguns compromissos lá. Só pude vir hoje. E Preta já vem dos tempos em que a família se dedicava ao primeiro Carnaval. 20 anos atrás, quando a gente fez o Expresso, foi aqui neste lugar. Depois ele transitou por outros cantos aqui na orla, mas ele começou aqui. Ela estava, Isabela hoje muito conhecida, tinha 9 anos de idade. Foi ela que pediu a Flora para encontrar um espaço específico onde ela pudesse ver o Carnaval. Ela tinha 9 anos, não podia ir para a rua ainda. Então os anos foram passando, Flora foi se dedicando com muito empenho a fazer tudo, a encontrar os recursos, a encontrar as maneiras interessantes de fazer isso aqui, a estabelecer essa postura mais democrática de trazer gente de todos os segmentos sociais, para virem aqui e serem o público do camarote. Então eu acho que se Preta estiver disposta, ela continua”, apontou. Questionado sobre o que achou até então do trabalho da filha, Gil resumiu: “Associando tudo isso aqui aos aspectos mais relevantes da cultura dela, todo esse mundo gay, que cresceu muito no mundo inteiro e no Brasil também... É um mundo que tem nela uma referência muito grande muito grande, muito importante, e que é importantíssimo para o fortalecimento das liberdades de expressão em todos os sentidos, não só a palavra, mas o corpo. Então eu acho que está bom, né?”. O compositor citou ainda a emoção que viveu no último domingo (11), ao ser homenageado pela escola Vai-Vai. Apesar de ter ficado em 10º lugar no grupo especial – que teve a Acadêmicos do Tatuapé como campeã deste ano –, Gil agradeceu pelo trabalho empenhado pelos paulistas. “O samba é emocionante. A proposta das escolas de samba é sempre uma coisa emocionante, mesmo para quem está de fora. Para quem está lá dentro, então, é uma coisa fantástica. É uma empolgação do samba. Eu levei meu apito dos Filhos de Gandhy para fazer a marcação da bateria. Enfim, me diverti muito. Cantei, me relacionei com um mundo de gente. A história contada desde a infância, Pituaçu, o exílio em Londres... tudo. O que dá tempo e o que há espaço para que uma escola de samba conte foi contado”, avaliou.

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