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‘O assédio é um problema deles, a gente é vítima’, argumenta Karina Buhr

Por Renata Farias / Pascoal de Oliveira

Foto: Renata Farias / Bahia Notícias

A cantora Karina Buhr, que está puxando o trio “Respeita as Mina” com Pitty e Larissa Luz, neste domingo (12), desabafou em entrevista para o Bahia Notícias que apesar da campanha, de mesmo nome do trio, ser sobre as mulheres, o foco deve ser os homens. “Eu fico questionando até onde chega nas pessoas que deve chegar. Quem mais tem que ouvir isso, talvez não escute. Mas, na verdade, esteja chegando em outras pessoas e daí chegam nessas pessoas que precisam parar de assediar. É meio absurdo você ter que pedir pra não lhe assediarem”, argumentou Karina. “O assédio é um problema deles, a gente é vítima. Eles tem que ser mudados. Inclusive, tem uma parte da campanha que incentiva elas [as mulheres] a denunciarem e eu prefiro não falar essa parte porque, para mim, a gente não tem que fazer nada. Tem tantos motivos que levam a mulher a não denunciar. A mudança tem que ser deles, a gente tá mudando faz tempo”, completou a cantora. A artista finalizou o assunto ironizando o assédio. “É uma coisa naturalizada no Brasil. A mulher é objeto. Você é uma bunda, você não é uma pessoa [...] é como se uma bunda fosse uma coisa separada da gente”. Sobre as recorrentes discussões em torno do Carnaval se tornar ou não uma festa sem cordas, Karina foi clara: “Para mim não faz sentido com corda. Respeito a todos os trios que fazem, é o trabalho da galera, mas eu não acho legal. Meu costume é o Carnaval de Olinda, que é sem cordas e eu acho que todo mundo pode conviver, se respeitar, sem essa separação”.

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