Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Grupo 8 de Março questiona violência contra a mulher na Mudança do Garcia

Por Francis Juliano / Luana Ribeiro

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Entre os variados setores que comparecem à Mudança do Garcia, as mulheres estão representadas em grupos como o 8 de Março, que está pelo segundo ano no desfile. “É um grupo novo, que fez diversas intervenções principalmente nas festas populares, para pautar o feminicídio, a violência contra a mulher, o assédio sexual que perpassa as festas populares”, afirma uma das líderes do coletivo, Lindinalva de Paula. O foco do protesto é na violência contra a mulher e o feminicídio. “Salvador é uma das cidades com maior índice de violência na região metropolitana. O estado da Bahia hoje ocupa o 5º lugar no ranking da violência contra as mulheres. Então a gente tem que estar na rua e trazer uma discussão tão importante como essa. Nós precisamos estar vivas. Vivas. E discutir o feminicídio nas festas populares esse é o nosso lema”.

Lindinalva de Paula, fo Grupo 8 de Março | Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Lindinalva destaca o recorte racial da estatística, apontando uma desigualdade na forma como as políticas para mulheres atingem seu público-alvo. “Você tem uma politica de prevenção a partir de instituições como secretaria nacional, estadual e municipal para mulheres e nos últimos dez anos a violência contra as mulheres negras aumentou 54%. A violência contra as mulheres brancas diminuiu mais de 10%. Então você tem um desequilíbrio. Essas políticas não têm alcançado as mulheres negras”. 

Compartilhar