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Lavigne reclama de argumento da prefeitura para não pagar direitos: 'Nos ofendeu muito'

Por Lucas Arraz / Rebeca Menezes

Foto: Francisco Carlos/Ag Haack/Bahia Notícias

A produtora Paula Lavigne, presidente da Associação Procure Saber, explicou neste domingo (11) o que mais incomodou os artistas que buscam o pagamento da prefeitura de Salvador pelos direitos autorais. Lavigne confirmou que a campanha começou após o pedido de Manno Góes, que há anos já reclama da falta de repasse para o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). "Manno Góes nos procurou, que é o Procure Saber, que tem como conselheiros o Caetano [Veloso], Djavan, Erasmo [Carlos], Milton Nascimento, e trouxe o caso para a gente e a gente resolveu aderir à campanha. Porque é um absurdo. O que mais nos irritou foi a declaração da prefeitura de que achava que não deveria pagar porque os eventos eram públicos. Os eventos são públicos, mas tem patrocínio, todo mundo ganha: o intérprete ganha, som, luz, toda uma cadeira produtiva. Por que o autor não vai ganhar? Isso que nos ofendeu muito. Dizer que achava que não devia pagar, até porque é lei. Então muda a lei dos direitos autorais. Lei é lei, tem que ser para todos", defendeu. Paula, que participou do Cortejo Afro durante o desfile no circuito Dodô (Barra-Ondina), disse que não sabe qual a situação atual do caso, mas que aparentemente a gestão municipal teria sugerido o pagamento de um valor abaixo da contraproposta feita pelo grupo. "Parece que eles fizeram uma proposta bem menor da contraproposta que a gente já tinha feito de R$ 8 milhões, eles devem R$ 40 milhões. Mas como foi agora, na sexta-feira, a gente ainda não está sabendo oficialmente os detalhes", explicou.

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