‘Plano de fundo é que prefeitura só deu dez centavos de reajuste’, diz Neto sobre ônibus
Por Guilherme Ferreira / Estela Marques
O movimento das concessionárias de ônibus em Salvador para extinguir o contrato com a gestão municipal é motivado pela frustração no reajuste da tarifa de ônibus, anunciado no final do ano passado. “Estou aberto a conversas, mas não vou aceitar que interesses empresariais possam falar mais alto do que o interesse da população. O plano de fundo de tudo isso é que a prefeitura só deu dez centavos de reajuste na tarifa”, declarou, em coletiva durante solenidade de abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Salvador. Segundo Neto, as empresas estão descumprindo cláusulas contratuais, porque há algum tempo não pagam outorga nem taxa de fiscalização; não recolhem ISS e também não cumprem a obrigação de renovação da frota. “Levamos o assunto para o Ministério Público, sentamos para tratar do assunto. Havia demanda das empresas por um reajuste de tarifa maior do que aquele que concedi e só foram dez centavos, porque é o que o prevê o contrato e também porque as empresas não estão cumprindo contrato. Enquanto não houver renovação de frota pra valer, vamos estar em lados opostos”, acrescentou. Segundo Neto, um estudo de desequilíbrio econômico do contrato definirá a real situação das concessionárias e se será necessário recompensá-las de alguma maneira. Nesta quinta-feira (1º) as empresas entraram com processo na 4ª Vara da Fazenda Pública para extinguir o contrato (veja aqui).
