Vendedora de lanches aproveita fila do TRE, mas ainda não fez biometria
Por Estela Marques / Luana Ribeiro
A fila grande, com eleitores que chegam na madrugada e permanecem por várias horas, criou oportunidades de negócio – Sandra Lima é uma das pessoas que vendem lanches na sede do Tribunal Regional Eleitoral, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). “Tenho 4 meses vendendo aqui já. A cada dia vem aumentando [a fila] e esses três últimos dias realmente pioraram, a fila cada vez mais crescendo, muitas pessoas revoltadas, chateadas, mas tentando levar no bom humor”, avalia. Segundo a vendedora, ela chega por volta das 6h30, mas os produtos vão saindo à medida que o tempo vai passando. “Mais cedo tem um pouco de resistência, mas depois a fome aperta”, relata. “O pessoal vem principalmente nos salgados de ‘mainha’, que são famosos. Sai sanduíche natural, que é o diferencial, sai o suco detox, que também é o diferencial, ninguém tem. E o suco da fruta, que pedem muito devido ao calor”. Apesar de estar lucrando com a fila, Sandra também é um dos mais de 500 mil eleitores de Salvador que ainda não cadastraram a impressão digital para as eleições deste ano. “Ainda não, vou fazer hoje no ultimo dia. Eu vou tentar ver aí até o final da tarde”. Ao falar da fila, ela cita “falta de respeito” e “indignação”, mas atribui o problema ao próprio eleitorado. “Infelizmente deixam tudo para última hora e acabam sofrendo as consequências”.
