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'Não sei se esse é o momento de unificar todo mundo', diz Freixo, sobre unidade da esquerda

Foto: Divulgação / Alerj

Um dos principais líderes do Psol, o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) defende que as eleições deste ano não são o momento para a unificação das esquerdas. “A gente vive um momento de reconstrução: qual esquerda a sociedade vai enxergar? Porque precisa enxergar o diferente. Não sei se esse é o momento de unificar todo mundo, não. Até porque a direita também está muito fragmentada: Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles...”, afirmou o parlamentar, em entrevista publicada nesta sexta-feira (29) pelo jornal Folha de S. Paulo. Freixo foi o mentor da ideia de lançar a candidatura à Presidência da República do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, pelo partido. “A ideia do medo é muito forte e legitima a barbárie. Tenho medo da favela, então qualquer coisa que aconteça lá não me toca. Da juventude negra, então seu genocídio não me abala, não sou um deles. Brinco que nossos sonhos não cabem nas urnas, mas nossos pesadelos cabem. Esses debates todos me fizeram chegar ao Boulos”, afirmou. Ele primeiro sondou a reação da esposa, a escritora Antônia Pellegrino, e depois foi testando a ideia com outras pessoas. “Fiz testes com minha equipe, e as reações eram as mesmas. Aí liguei pro Boulos e marquei num botequinho bem "vagaba" perto da av. Paulista. Quando sugeri, ele quase caiu da cadeira de susto. Hoje falta muito pouco para consolidar a candidatura. Março é o prazo”, declarou. Ele negou que haja possibilidade da candidatura convergir para a de Lula – meta com a qual parte do PT tem trabalhado. “Não há a menor possibilidade. Ele fala isso pra tentar colocar a gente numa caixa de sectários. Se quisessem recompor a esquerda, não andariam de braços dados com Renan Calheiros em Alagoas”, criticou. Ainda em análise da esquerda, Freixo aponta que o setor ainda se recupera dos protestos de 2013, que funcionaram como estopim para atual crise política do país. “Estamos buscando fazer [a lição de casa]. A esquerda até hoje não entendeu 2013. As portas que se abrem dizendo: queremos repactuar essa ideia de representatividade. A esquerda preferiu achar que aquilo ali era coisa da direita, o que não é verdade”. 

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