Rui nega conflito com o PP e atribui rumores a time que 'não tem ninguém para jogar'
Por Renata Farias / Luana Ribeiro
Após o vice-governador, João Leão, negar tensão entre o governador Rui Costa e o PP (lembre aqui), o petista também negou que haja estremecimento com o partido – nos bastidores, há rumores de que o deputado Cacá Leão estaria convencendo o pai a deixar a base do governador e migrar para o lado do prefeito ACM Neto. “Triste do time que não tem craque no banco querendo entrar para ser titular. Tem time que está assim, está caçando candidato porque não tem ninguém para jogar. Querendo contratar jogador do time adversário, porque não tem não jogador bom suficiente para ganhar a partida”, alfinetou, em menção ao grupo adversário, atribuindo os boatos a “fofoca”. Rui afirma que apesar do direcionamento nacional do PP, que integra o ‘centrão’, os parlamentares da sigla tem tentado ajudar o Estado, mas que as dificuldades estão relacionadas às posturas adotadas pelo governo federal. “O que deveria ser padrão virou exceção na relação com o governo federal. Eu tenho que registrar, por exemplo, como já registrei outras vezes, o padrão republicano, correto, do Ministério da Saúde com a Bahia. Quero dormir em paz sempre com minha consciência. Não é porque eu sou um crítico ferrenho do governo federal que eu vou deixar de reconhecer aqueles que, eu diria, cumprem com o que deveriam fazer”, reclamou. De acordo com Rui, o governo federal tem uma pendência de R$ 140 milhões em repasses junto ao governo do Estado. “Eu inclusive já acionei a Promotoria para buscar judicialmente o cumprimento da lei, se necessário for ir ao Tribunal de Contas da União (TCU). Porque tem um regramento, tem um julgado do TCU de que os estados tem que seguir ordem de fatura na hora de pagar os estados e municípios. Nós temos em aberto do governo federal com as obras dos corredores de Salvador e das obras do metrô R$ 140 milhões”. O governador cita que, por causa dos débitos, as obras que usam recurso federal estão sendo que ser bancadas com verba própria. “Mas não é fácil. Porque responder pela parte do estado e por vários investimentos que o governo federal deveria estar cumprindo a lei não é fácil”.
