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Promotor compara velocidade com 'leão' atrás de presa: 'Ela agiu de forma pensada'

Por Estela Marques / Luana Ribeiro

Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O promotor da Justiça Luciano Assis iniciou a análise do caso após o depoimento da médica Kátia Vargas, que é acusada de matar os irmãos Emanuele e Emanuel em outubro de 2013, após uma discussão de trânsito. "Não foi acidente. Ela agiu de forma pensada. Ela agiu de forma dolosa. Estupidamente interrompeu a vida de Emanuel e Emanuele", defendeu. “Conseguem ver a motocicleta de Emanuel passando por esse veiculo e dando sim tapa na lateral do veiculo? A passagem dessa motocicleta e arrancagem brusca desse carro? O carro numa velocidade progressiva, como um leão atrás da sua presa", aponta, citando as imagens em vídeo que registraram momentos antes do acidente. A acusada se mantém cabisbaixa durante a apresentação da acusação. "A ré que vai ser julgada hoje é Kátia Vargas do dia 11 de outubro de 2013, na condução daquele veiculo", disse o promotor, para acrescentar: "Ela chora, procura despertar compaixão. É natural. Mas se é emoção por emoção, compaixão por compaixão, 'ah se eu pudesse pedir pra desenterrar os cadáveres”, declara. Assis também destacou a necessidade de uma lógica clara no depoimento das testemunhas. "Não se pode exigir precisão cirúrgica de depoimentos. Mas coerência".  O promotor também reiterou as críticas ao perito Ricardo Molina, que questionou o trabalho dos peritos baianos, e destacou que ele está na Bahia com suas despesas sendo custeadas pela família de Kátia. 

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