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Prima de vítimas diz que médica foi ‘cobra’: ‘Ver meu primo degolado daquele jeito...’

Por Cláudia Cardozo / Bruno Luiz

Maiana Dias demonstrou revolta | Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias

A prima dos irmãos Emanuel e Emanuelle Dias, Maiana Dias, mortos em um acidente que teria sido provocado pela médica oftalmologista Kátia Vargas, fez um desabafo emocionado nesta terça-feira (5), após a oitiva do perito Almeri Espíndola, convocado como testemunha de defesa. Irritada com o testemunho dele, que chegou a dizer que a batida ocorreu após Emanuel perder o controle da moto, e não fruto de uma colisão intencional provocada pela médica, Maiana classificou a participação do perito no julgamento como “desonrosa” e um “desrespeito à família” das vítimas. “Isso foi um absurdo demais com a família da gente. Foram duas vidas, não são duas baratas. Eram dois meninos inocentes. Ele [Emanuel] foi inocente, pois, se ele tivesse maldado, teria desviado dela. Ela [Kátia Vargas] pegou eles que nem uma cobra, sorrateiramente”, afirmou, emocionada, ao Bahia Notícias. A prima das vítimas também disse sentir falta deles, a quem definiu como “irmãos”. “Eles eram meus irmãos de leite, minha mãe que amamentou eles. E hoje ver meu primo degolado daquele jeito e Emanuelle esbagaçada desse jeito é muito triste”, lamentou. Maiana afirmou que a família tem medo de o julgamento ter sido comprado e demonstrou revolta com o momento em que o perito falou que não há como comprovar se a mancha vermelha encontrada no carro da médica era do capacete de Emanuel.  “Ele disse que isso não prova. Quando ele disse que não, eu achei um absurdo. A gente só quer o que é nosso por direito, nunca tentou nada contra a família de Kátia. Eu sei que ela não fica cinco anos [na cadeia]. Se ela ficar dois anos, para a gente, já é alguma coisa”, disse. 

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