Gualberto admite divisão e explica afastamento de Aécio: 'Não somos organização criminosa'
Por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes
O presidente reeleito do PSDB baiano, deputado federal João Gualberto, fez um discurso inflamando na convenção da sigla que acontece neste sábado (11) em Salvador. Diferente do discurso mais contido do ministro Antônio Imbassahy, Gualberto admitiu que há um racha entre os membros da sigla e falou sobre o afastamento do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “Temos um problema hoje de partido dividido? Temos. Porque nosso partido não é uma organização criminosa, não é uma seita. Nosso partido não tem dono, não tem coronel. É um partido de pessoas que pensam no Brasil”, defendeu. O tucano citou ainda a gravação feita por Joesley Batista, sódio da JBS, que levou ao afastamento de Aécio. “Ele foi afastado da presidência logo depois da divulgação da fita, diferente do PT, que elegeu uma ré, a [senadora] Gleisi Hoffman, como presidente do partido. Nós somos diferentes”, garantiu. Ainda assim, Gualberto reforçou que o PSDB ainda é um partido forte, com nomes capazes de disputarem a Presidência da República em 2018: “[Os outros partidos] Não têm sequer um candidato com condição de disputar a eleição para o próximo ano. Nós temos vários”. “Nós temos os melhores nomes para a Presidência do Brasil. Quem são os outros? Não é possível que vão votar em um condenado. A esquerda vai ter quatro candidatos, nenhum vai passar de 10%”, previu. Por fim, o tucano sugeriu que já pode ter um nome favorito entre os que devem disputar a candidatura pelo PSDB: Gualberto disse que "acredita" no governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. "Veja o estado de São Paulo como está hoje, completamente diferente da média dos estados brasileiros. Eu sei da dificuldade que vocês têm no interior da Bahia", comparou.
