‘Próximo’ ao antigo PFL, Partido Novo tenta se popularizar para 2018, diz fundador
Por Guilherme Ferreira / Bruno Luiz | Fotos: Tiago Dias/ Bahia Notícias
Na esteira da crise do modelo brasileiro de democracia representativa, em que cada vez menos a população se sente representada pela classe política que elege, surge uma legenda reivindicando trazer os ventos de renovação dos quais necessita a política do país. E a pretensão está até no nome: Partido Novo. O declarado novo, na prática, não é tão novo assim. A agremiação se define como um partido de direita, ideologicamente alinhado ao liberalismo clássico, com o tradicional e pragmático discurso que prega a mínima participação do Estado na economia e na vida do cidadão. Conceitualmente, algo próximo de DEM, como definem os representantes da sigla. A diferença a ser mostrada estaria, entretanto, em outras propostas do partido. O Novo defende o voto facultativo e o fim do fundo partidário, pregando que as legendas sejam financiadas apenas pelos próprios filiados. A entrada no partido também acontece de maneira fora do usual: aqueles que querem ingressar precisam passar por um processo seletivo. Fundador do Novo, o empresário João Amoêdo avalia que essas credenciais podem fazer a agremiação conquistar os brasileiros, cada vez mais descontentes com o cenário político do país. Entretanto, o desafio é fazê-lo conhecido pela população. Outra dificuldade a ser enfrentada é torná-lo mais representativo politicamente. "De forma geral, nos outros 18 estados em que a gente abriu processo seletivo, a gente está pensando, como prioridade, levar pessoas para o Congresso. Deputados federais e, eventualmente, senadores. Mas o foco mesmo são deputados federais, queremos fazer uma bancada", afirma Amoêdo sobre os projetos do partido para as eleições do próximo ano. Clique aqui e leia a entrevista completa!
