Empresários fazem 'vaquinha' e constroem unidade policial nas Granjas Rurais
Uma medida extrema precisou ser adotada por empresários para minimizar a insegurança no bairro industrial de Granjas Rurais Presidente Vargas, entre a Estação Pirajá e a Brasilgás, nas proximidades da BR-324. Eles decidiram construir uma unidade policial para garantir a presença fixa da PM no local. Até agora, os empresários já investiram R$ 80 mil no imóvel, mas esse valor deve chegar a R$ 100 mil daqui a 15 dias, quando a obra estiver concluída. Neste ano, foram registrados 12 homicídios e 78 crimes contra o patrimônio no bairro, de acordo com a 11ª Delegacia (Tancredo Neves), que cobre a área. O CORREIO esteve no local e ouviu relatos de assaltos a funcionários, clientes e caminhoneiros, além arrombamentos de empresas, tiroteio e até tentativa de estupro. Os casos relatados ocorreram no período de um ano. A gota d’água foi o sequestro de um gerente de empresa, em junho do ano passado, quando ele chegava para trabalhar na fábrica do Café Pilão, uma empresa da Jacobs Douwe Egberts (saiba mais abaixo). Depois disso é que começou a construção da unidade, em frente à Defenzia, na Rua do Luxemburgo. Ela tem 500 metros quadrados, três alojamentos e cinco salas - uma delas destinada ao armazenamento de armas e munições. Val Dias é dono da Defenzia, empresa do ramo de equipamentos de segurança pública. Ele contou que a construção tem o consentimento da Polícia Militar. O empresário procurou o major Costa Ferreira, comandante da 48ª CIPM (Sussuarana). “Ele aprovou e disse que seria uma forma de descentralizar o comando para um melhor atendimento também aos bairros de Santo Inácio, Mata Escura e Calabetão, já que a base é em Sussuarana”, afirmou Val.
