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Pouco uso do ‘botão do pânico’ faz Semob criticar SSP: ‘Faltou espírito público’

Por Estela Marques

Foto: Evandro Veiga / Correio

A pouca adesão da população de Salvador ao “botão do pânico”, ferramenta do aplicativo municipal CittaMobi trouxe de volta uma questão mal resolvida entre a prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O instrumento pode ser utilizado para informar ao Centro de Controle Operacional (CCO) da prefeitura sobre situações que aconteçam nos coletivos, como assaltos. Em entrevista ao Bahia Notícias, o secretário de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, criticou a SSP por ainda não ter ocupado o assento disponibilizado no CCO. “Entendíamos que isso poderia facilitar o trabalho tanto das delegacias especializadas contra roubos a coletivos como também da própria Polícia Militar, que faz a questão ostensiva do transporte público. Infelizmente não obtivemos êxito de ter essas pessoas dentro do CCO. Hoje, quando a gente recebe uma informação por esse instrumento que está funcionando, a gente faz como qualquer cidadão: liga para o 190, informa que o ônibus tal, nesse exato momento na rua tal, está sendo assaltado. Faltou espírito público pra gente fechar essa questão”, criticou o titular da Semob. Na manhã desta sexta-feira (5), um passageiro foi morto durante assalto a ônibus na Avenida Paralela (veja aqui). Fábio Mota afirmou que a prefeitura não pode coibir a violência, já que segurança pública é “constitucionalmente do estado”, por outro lado, a gestão tem investido em ações preventivas, como a troca das câmeras dos veículos. “Não somos nós que fazemos esse combate, criamos a ferramenta que continua à disposição da polícia. Como paramos de falar na imprensa e fazer campanha com relação ao botão, hoje é muito pequeno o volume de informações, não tem retorno. Tanto faz hoje você sinalizar o botão pra gente como ligar para o 190, que é o mesmo efeito. Teríamos que fazer campanha estado e prefeitura, primeiro o estado aderir ao projeto”, acrescentou.

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