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Professor não descarta segunda greve geral no país no primeiro semestre

Por Renata Farias / Ailma Teixeira

Foto: Renata Farias / Bahia Notícias

Um dos primeiros a chegar à manifestação que ocorre na manhã desta sexta-feira (28), na região do Iguatemi, o professor Carlos Zacarias acredita que o movimento tem força para se tornar a maior greve da história, com mobilizações durante todo o dia em todo o país. Assim, ele afirma que os atos de hoje devem desencadear uma série de lutas e que, ainda nesse primeiro semestre, pode ocorrer uma segunda greve geral no país. "Essa é a primeira greve geral desde 1996, então a importância é enorme porque a gente tem expectativa de que os trabalhadores tenham saído da defensiva a que estavam submetidos desde o impeachment. Não que os trabalhadores confiassem no governo anterior, não é isso, mas o golpe do impeachment representou uma unificação das classes dominantes em torno do ataque aos direitos dos trabalhadores", avalia Zacarias, que leciona História na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Para o professor, outro fator que dá força à manifestação contra as reformas trabalhista e da Previdência é o fato de atrair uma nova geração, que, nas palavras dele, nunca viveu um momento como esse. "A geração que está chegando aqui, que encontrou esse Brasil do PT, de Lula, de Dilma, não viveu greves nessa dimensão", pontua em entrevista ao Bahia Notícias.

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