Manifestação encerra com ato simbólico no Forte do Barbalho
Por Estela Marques / Luana Ribeiro
Principal centro de tortura da Bahia durante a ditadura, o Forte do Barbalho foi o destino final da caminhada iniciada por volta das 10h30 no Campo da Pólvora, marcando os 53 anos do golpe militar e em protesto às medidas do governo Michel Temer. Mesmo embaixo de chuva, os manifestantes não dispersaram e seguiram até o final do percurso – no forte, foi feito um ato simbólico, com a instalação de uma bandeira estampada com o rosto do presidente: “Temer Golpista, traidor da nação”. O presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, avaliou positivamente o ato. “O trabalhador acordou, está na rua para lutar contra a retirada dos seus direitos. Fizemos uma grande caminhada nesse 31 de março para defender a Previdência Social, defender a CLT, as leis trabalhistas, lutar contra a reforma da Previdência, porque precarizam as relações de trabalho, retira direitos dos trabalhadores, e nós não queremos viver mais em 1964”.

Cedro apontou também que a manifestação desta sexta serviu como aquecimento para a greve geral nacional que está sendo organizada para o dia 28 de abril deste ano. O dirigente sindical percebeu mudanças no perfil de público que participou da caminhada. “É natural que a partir da compreensão das pessoas, as pessoas estão saindo de casa, das escolas e agregando a essa luta diária dos trabalhadores, que vamos vencer com certeza, e o governo já começa a recua na reforma da Previdência”. Até a greve geral, as centrais sindicais organizam novos protestos, de acordo com calendário que será definido na próxima terça-feira (4).
