Maia afirma que pontos polêmicos da reforma da Previdência são “totalmente defensáveis”
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta (3) que até os pontos considerados polêmicos na reforma da Previdência são “totalmente defensáveis”. De acordo com ele, o projeto deve ser votado na segunda quinzena de abril. "Os pontos mais polêmicos colocados em debate no Congresso são perfeitamente defensáveis. Cabe a cada um de nós dar clareza a isso no Congresso e na sociedade e enfrentar algumas falsas informações que são graves e precisam ser combatidas", disse, após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, no Ministério da Fazenda. Segundo a Folha de S. Paulo, Maia afirmou ter sido convencido que é necessário defender pontos delicados do projeto enviado pelo governo à Câmara, como a aposentadoria rural e a regra de transição. "A regra de transição vai ser polêmica sempre. Qualquer ponto de referência que você tome, alguém vai ficar de fora", disse. "Eu mesmo defendi que a transição em tese poderia ser ampliada. Mas hoje fui convencido pelo secretário Marcelo Caetano que não é necessário. A regra de transição é um ponto de referência para que a gente possa entender aqueles que vão ter o benefício de participar da transição ou não". Para ele, a aposentadoria rural, fortemente criticada por centrais sindicais e uma parte dos parlamentares, é apenas uma pequena contribuição. "Da forma como foi explicado hoje, estou muito convencido que esses pontos são totalmente defensáveis. Não tem solução que passe por não discutir a aposentadoria rural", disse. O que está se propondo nada mais é que uma pequena participação. É uma taxação mínima, a pessoa irá contribuir por 15 meses, ou seja, em um ano cobre quase tudo o que ele pagou", completou.
