Mota revela queixas sobre tarifa de mototáxi no Carnaval; 200 motos foram apreendidas
Por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes
O Carnaval de 2017 foi o primeiro em que o serviço de mototáxi era regularizado pela prefeitura de Salvador, mas isso não impediu que houvessem diversas críticas ao meio de transporte. Segundo o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fábio Mota, os detalhes do serviço que ainda não foram regulamentados geraram críticas dos foliões. “Mais de 200 motos foram apreendidas, tanto pela Transalvador quanto pelo Esquadrão Águia, por terem irregularidades, estarem sem documentação, sem capacete. Evidente que a operação de mototáxi deste ano não é oficial. Até porque estamos em uma fase de regulamentação. Durante o ano de 2017 nós vamos concluir esse processo, expedir os alvarás e isso vai fazer com que a prefeitura tenha um controle maior, principalmente com relação à tarifa, que é uma queixa muito grande. Hoje você não pode limitar a questão da tarifa. Tem a questão do seguro, que a fiscalização exige que você tenha essa proteção para o mototaxista e o usuário. Mas tudo isso só pode ser cobrado a partir do momento em que eles receberem os alvarás”, explicou ao Bahia Notícias. "Evidente que ainda tivemos muitas queixas. Esse ano a gente procurou organizar, fazer vias exclusivas e abertas. Esperamos agora, com o final da regulamentação, que no ano que vem nós tenhamos uma operação melhor de mototáxis na cidade”, avaliou. Mota detalhou ainda os números do Carnaval deste ano. Ao todo, foram 2,6 mil ônibus, distribuídos em 400 linhas. Destas, 140 operaram 24h. Durante os sete dias de festa, 7,3 milhões de pessoas foram transportadas pelo transporte público, táxis, ascensores e pelo Expresso Carnaval, utilizado por 85 mil pessoas. Cerca de 250 mil pessoas escolheram utilizar táxis para chegarem à festa. Por meio de denúncias pelo aplicativo Whatsapp, a Semob registrou 29 ocorrências de recusa de passageiros, 16 cobranças abusivas, 30 elogios e 30 solicitações de informações. Apesar do alto número de passageiros, ele foi 3% menor do que o ano passado. "Eu atribuo isso ao serviço de mototáxi, que você não tem como mensurar - já que este ano, como houve a notícia da regulamentação, houve muito mais mototáxi do que o ano passado -; ao transporte clandestino, principalmente o Uber; além do metrô, que tem mais linhas integradas do que no ano passado, mas que não entra na nossa conta. Então se você somar vai ver que vai até superar a quantidade do ano passado”, avaliou Mota.
