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Rael diz que artistas devem se posicionar em eventos do governo: 'Povo não pode ser calado'

Por Junior Moreira / Luiz Fernando Teixeira

Foto: Mateus Lago / Ag Haack

O cantor Rael veio a Salvador para se apresentar com Emicida na madrugada desta segunda-feira (27), no Palco Skol, montado no Farol da Barra. O artista paulista analisou que é importante haver uma pluralidade de ritmos na maior festa popular do país. “Acho que é uma coisa maravilhosa, é uma coisa que vem acontecendo já. Um exemplo são os blocos de rua de São Paulo, as pessoas tão falando mais dos blocos de rua do que da galera das escolas de samba , sem tirar méritos de ninguém, é uma cosia nova que vem acontecendo, tinha bloco de rap”, afirmou o rapper. De acordo com ele, o fato da festa ter se tornado uma “expressão de vários ritmos, não só o tradicional, é maravilhoso”, principalmente porque isso faz com que haja um aumento no número de atrações gratuitas. “Pra mim é mais um jogo ganho, na verdade. Costumo dizer tanto aqui quanto em qualquer lugar do país que também tem eventos gratuitos, que é a verdadeira democracia , a forma de socializar e de compartilhar a música de uma maneira que não tem restrição de classe, de cor de nada, acho maravilhoso”, afirmou. O músico ainda abordou a polêmica que envolveu a BaianaSystem, após o coro de “Fora Temer” não ter agradado a setores da prefeitura de Salvador, que deram a entender que banda não poderia se apresentar em 2018. “Quem paga é a gente e o povo não pode ser calado. Alguns dos artistas que pregam isso, que tem essa identidade, de ser a voz do povo , de falar por quem não tem a possibilidade de falar, tem que falar, não pode ser reprimido. Acho que o estado tem que ser ‘laico,’ quem subir ali tem que falar sua posição independente de quem tá fazendo o governo”, disse Rael, antes de concluir: “O Baiana fez uma coisa muito certa, sou fã dos caras. Acho que eu faria o mesmo que fosse meu coração e a gente tem que soltar pra fora. Fiz isso em São Paulo, era a prefeitura que tava fazendo mas a gente falou da repressão, dos grafiteiros... tem que ser dito”.

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