Tradição das mulheres da família, mãe e filha levam juntas oferendas a Iemanjá
Nascida no dia 2 de fevereiro, Sandra Nascimento não perde uma Festa de Iemanjá. Todo ano, nesta mesma data, ela pega a longa fila para entregar sua oferenda ao orixá. A tradição lhe foi apresentada por sua avó, já falecida. "Desde os meus dois anos de idade que minha avó me trazia, meu aniversário hoje", explica. "Ela veio me trazendo, mas eu não entendia muito a festa, então com meus sete ou oito anos, ela me explicou que esse era o melhor presente", detalha Sandra, que passou a tradição para sua filha, Dandara Nascimento. Assim, a fé no orixá segue por todas as mulheres da família, de geração para geração. "Já veio de minha 'bisa', depois passou de minha avó pra minha mãe e agora sou eu. Quando eu falecer será minhas filhas, minhas netas e a tradição nunca morre", define Dandara. Adeptas ao candomblé, mãe e filha concentram seus desejos em pedir paz, principalmente para as crianças e adolescentes.
