PM usa arma de eletrochoque em homem que carregava criança
Um policial militar deu um choque com um taser em um homem que carregava uma criança no colo no último domingo (22) em Pomerade (SC). O caso chamou a atenção após um vídeo publicado pela família do homem ter sido postado nas redes sociais. Em nota, a Polícia Militar afirma que a criança, que tem 3 anos, não levou nenhum choque e que usou a "ferramenta adequada naquela circunstância". Os agentes foram chamados até o local pela mãe da criança, que denunciou o ex-marido por ter invadido sua casa e levado o filho à força. Ele teria tirado a criança de casa por volta das 16h e só retornado ao local quando já era meia-noite. A polícia já estava no local e, segundo os policiais, ele apresentava "odor etílico" e estava dirigindo. No vídeo, o homem diz que não estava dirigindo e pede para os policiais não assustarem a criança. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a denúncia de violência doméstica feita pela ex-esposa. O homem, por sua vez, assinou um termo circunstanciado por desobediência e resistência à prisão. A polícia também divulgou uma nota sobre a ocorrência e o vídeo divulgado pela família. “No momento em que a guarnição policial chega no local e tenta contato com a solicitante (tocando a campainha onde ninguém atendeu), o ex-marido chega dirigindo o veículo dizendo que queria devolver a criança que tinha pego anteriormente”, relata a PM. “O ex-marido se mostrou bastante irritado querendo saber o que a polícia fazia no local e quem que havia chamado, querendo sair com seu veículo a todo instante, oportunidade que logo se constatou o odor etílico sendo exalado pelo ex-marido, além de outros sinais de embriaguez. Observa-se que os policiais foram PACIENTES, CLAROS e LEGÍTIMOS em suas DETERMINAÇÕES, inclusive quanto à ordem para soltar a criança. Houve desobediência e resistência por parte do autor (em vários momentos da ocorrência), que infelizmente se utilizava de uma criança (seu próprio filho) como ESCUDO para não acatar as determinações dos policiais e para se livrar das responsabilidades dos atos que até então cometeu”, completa a nota. A corporação também argumenta que havia preocupação constante com a integridade física e segurança da criança, que “foi priorizada”, “vez que foi imediatamente acudida e colocada em local seguro”. Veja abaixo o registro da ocorrência:
