
Mudanças drásticas e retorno à aparência colonial: os 467 anos de arquitetura da Câmara
De 1549 a 2016, a Câmara Municipal de Salvador (CMS) passou por uma transformação radical, tanto na sua composição política, quanto na arquitetura. No ano da fundação de Salvador, o prédio era edificado à maneira dos índios com paredes de taipa e telhado de palha, bem diferente da atual composição. Durante o período colonial, a cadeia da cidade de Salvador funcionava no pavimento térreo e em seus primeiros anos de vida, a Câmara também abrigava um açougue. Reformas sucessivas ao longo dos séculos seguintes contribuíram para o local tomar a forma que conhecemos atualmente. A primeira grande mudança aconteceu logo em 1551, quando uma nova Câmara foi construída, mas desta vez com pedra, cal, barro, coberta com telhas. A década de 60 do século XVII teve importantes marcos. Logo em 1660, o Governador Geral do Brasil, Francisco Barreto de Menezes, ordenou a construção de um novo prédio. Já em 1969, a instalação de um sino se tornou possível quando uma torre abobadada foi construída. No ano de 1885, a estrutura arquitetônica foi completamente alterada para ganhar um aspecto neorrenascentista, estilo vigente no período. No entanto, no início da década de 70 do século XX, a antiga fachada foi reconstituída para lembrar a aparência do período colonial, e assim permanece a Câmara até os dias atuais. As reformas não se resumem à arquitetura e também dizem respeito a mudanças históricas na política brasileira. Até o final do século XIX, a Câmara não possuía funções legislativas, já que o poder era centralizado nas mãos do monarca e a ele cabia definir as leis que regeriam todas as províncias. O sistema de três poderes foi estabelecido apenas com a proclamação da República em 1889. Só a partir desse ponto a Casa ganhou sua função essencial dos tempos atuais e se tornou o espaço para a criação de leis. Para mais informações, acesse http://www.salvador.ba.leg.br
