Operação Deflexão: Vital do Rêgo e Marco Maia teriam recebido R$ 5 mi em propinas
Nove mandados judiciais foram cumpridos em Brasília/DF, na Paraíba e no Rio Grande do Sul nos endereços pessoais, funcionais e empresariais do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e do deputado federal Marco Maia (PT-RS). O inquérito apura se parlamentares teriam solicitado a empresários contribuição financeira para que não fossem convocados a prestar depoimento na CPMI. Os executivos afirmam ter repassado valores superiores a R$ 5 milhões para evitar retaliações e contribuir para campanhas eleitorais. Rêgo e Maia eram, respectivamente, presidente e relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras, instalada em 2014. Os mandados foram expedidos pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal. O nome da operação faz referência ao verbo defletir, que significa provocar mudança ou alteração no posicionamento normal de algo. Uma alusão ao fato de que, mediante propina, empreiteiros investigados passaram à condição de blindados de uma eventual responsabilização.
