'Não era para Braskem', diz Martins sobre isenções que podem ser alvo de delação
Por Luana Ribeiro / Estela Marques
O secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Carlos Martins, negou nesta quarta-feira (23) que o programa de isenções implantado pelo governo do Estado, durante sua gestão à frente da Secretaria da Fazenda (Sefaz), em 2008, tenha sido planejado de forma a beneficiar a Braskem. Nos bastidores, circula a informação de que um executivo do grupo Odebrecht incluiria, em delação premiada, informações sobre o programa, que beneficiou diretamente a Braskem na redução do ICMS sobre a nafta (entenda). “Não posso saber, porque é tudo especulação, ou mais uma dessas seletividades das delações. O que posso dizer é que nós lançamos em 2008 o ‘Acelera, Bahia’ que foi um programa pra recuperar os investimentos no estado, em conjunto com a Fieb, capitaneado pelo secretário da Indústria e Comércio, o Rafael, e era na época não era para Braskem. Era para devolver os créditos acumulados que o governo devia às empresas do Polo Petroquímico, estimular indústria eólica e biocombustíveis e álcool, e isso gerou mais de R$ 2 bilhões em investimentos no estado com geração de emprego e renda”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias. Martins destacou que, à época, o Acelera Bahia foi desenvolvido com apoio das equipes técnicas da Sefaz e da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, que “planejou e elaborou todo o programa”.
