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Cabeleireiro Valdir não se mostrava ameaçado e brincava antes de ser morto

Por Rebeca Menezes

Foto: Divulgação
A polícia ainda não tem informações concretas sobre os autores ou a motivação do assassinato do cabeleireiro Valdir, morto do último sábado (12) dentro do próprio salão, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador (leia mais aqui). Porém, a família defende que ele não havia recebido ameaças antes de ser morto. A delegada Andrea Ribeiro, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realizou coletiva sobre o caso nesta quinta-feira (17). De acordo com ela, antes do crime a vítima aguardava apenas que uma cliente terminasse de fazer as unhas. "Antes disso [do crime] ele estava no térreo brincando com outras pessoas que estavam no salão, sorridente. Nada que demonstrasse que fosse uma pessoa que se sentisse ameaçada por alguma coisa", detalhou. A delegada informou que há diversas linhas de investigação e que já foram colhidos depoimentos de parentes, amigos e testemunhas. Segundo ela, uma das hipóteses é de que o crime está relacionado com a tentativa de homicídio do irmão de Valdir, Reginaldo Manuel da Silva, há cerca de um mês. Reginaldo está internado no Hospital Geral do Estado (HGE) e já foi ouvido informalmente pelo DHPP. Segundo Ribeiro, há informações de que o cabeleireiro sofreu ameaças por telefone. Contudo, não há nada que garanta que os crimes estejam ligados. "É possível sim que os dois crimes possam estar relacionados, mas a gente não tem como afirmar isso", tergiversou. Outra linha de investigação é de que o cabeleireiro teria desistido de uma sociedade em uma academia. “Tem uma informação, que também é trazida aos autos, de uma sociedade que ele teria em um negócio relacionado em uma academia em Vila de Abrantes. É lógico que a gente vai buscar essas informações, vamos tentar localizar esse sócio, até porque a gente precisa checar todas as informações. Mas o que os familiares passaram para a gente é que eles acreditam muito mais nessa possibilidade de ligação com a tentativa de homicídio do outro irmão do que essa questão da academia”, contou a delegada. A polícia agora tenta melhorar as imagens da câmera de segurança para identificar os suspeitos. "Há relatos de que a ação teria sido perpetrada por quatro indivíduos: dois que teriam subido para o primeiro andar, onde a vítima foi alvejada, e os outros dois ficaram na cobertura, no andar térreo do estabelecimento", explicou. A polícia já sabe que, durante a ação, os criminosos utilizaram um Ágile vermelho, mas não há informações se o veículo era roubado. A mulher que teve o celular roubado e aparece nas câmeras de segurança (assista aqui) ainda não foi localizada. 

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