Isnard diz que não abre mão de presidência na Câmara e cogita interferência de ACM Neto
Por Guilherme Ferreira
O Movimento Câmara Democrática, composto pelos vereadores Joceval Rodrigues (PPS), Isnard Araújo (PHS), Leo Prates (DEM), Tiago Correia (PSDB) e Geraldo Júnior (SD), surgiu com o preceito de haver um consenso para que apenas um de seus integrantes se colocasse como candidato à presidência da Câmara de Salvador. No entanto, o representante do PHS nem cogita a possibilidade de desistir do cargo no Legislativo e pensa que o prefeito ACM Neto terá que intervir para que a bancada do governo chegue a um entendimento. “É possível que Neto tenha que intervir para poder dar uma apaziguada nos ânimos", afirmou nesta terça-feira (8) ao Bahia Notícias. "Lá no finalzinho, chegando no limite, nós vamos ter que ver o que Neto vai fazer para não haver bate-chapa, mas a princípio vai haver bate-chapa. [...] Vai ter uns arranhões entre nós da bancada", antecipou. Ele relatou ainda que já tentou conseguir o voto dos demais integrantes do Movimento Câmara Democrática e do presidente da Casa. "Estou tentado convencer também Paulo Câmara a desistir e votar comigo. Eu sou candidato, estou trabalhando com isso e não vou abrir mão da candidatura", garantiu. Outros integrantes do Movimento Câmara Democrática vão no sentido contrário e acreditam que pode existir um consenso até meados de dezembro. "O grupo fechou acordo que quem tivesse maior condição de ganhar seria apoiado. Eu concordo com o apoio que for feito no grupo", defende Joceval, líder da bancada do governo na Câmara, rechaçando a possibilidade de interferência de ACM Neto. Tiago segue a mesma linha e aposta que uma definição sobre o candidato pode sair de uma conversa. A partir dela, o grupo chegaria um candidato único, que, "em tese, seria apoiado pelos outros quatro".
