Viana pede posição do Congresso sobre vaquejadas: ‘Tem que definir o que é maus tratos’
Por Rebeca Menezes
O deputado estadual Adolfo Viana (PSDB) cobrou, nesta terça-feira (11), que o Congresso Nacional se posicione sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a realização de vaquejadas. Na última quinta-feira (6), ao discutir sobre uma lei estadual do Ceará, a Corte definiu que o projeto seria inconstitucional porque o esporte envolveria maus tratos aos animais (entenda aqui). Para Viana, contudo, não caberia essa avaliação. “Eu acho que o Congresso agora tem que se manifestar e definir, de uma vez por todas, o que é maus tratos. Porque no meu entendimento vaqueiro não maltrata animais. Se partirmos desse princípio de que todo esporte com animais tem maus tratos, aí vamos acabar com uma série de esportes: corrida de cavalos, hipismo...”, sugeriu. “Enquanto não houver um parâmetro do que é maus tratos, nós não vamos saber o que é. Eu irei defender com todos os meus argumentos, que a nossa cultura seja preservada, que as vaquejadas sejam preservadas. Obviamente, se precisar fazer algumas adaptações, que sejam feitas. Mas as vaquejadas são um patrimônio cultural da Bahia”, completou. O tucano alertou, ainda, que a eventual proibição dos eventos poderia ampliar a taxa de desemprego do país. “As vaquejadas geram direta e indiretamente quase um milhão de empregos. E desses, 95% são no Nordeste”, pontuou. Para o deputado, o que há neste momento é uma “inversão de prioridades”. “Se você for a uma vaquejada, vai observar que lá tem tratadores de cavalo, veterinários. Mas se você for aos hospitais, vai ver pessoas morrendo sem atendimento, sem medicamentos”, comparou.
