Governo ainda não sabe se ou quando o Centro de Convenções será demolido
Por Rebeca Menezes
Quase 15 dias após anunciar que vai demolir o Centro de Convenções da Bahia (leia aqui), o governo do Estado ainda não sabe se o desmanche realmente vai acontecer, nem quando ele poderia ser feito. O equipamento está fechado há um ano e três meses (leia mais aqui) e já forçou o fechamento de diversos hotéis, além de causar prejuízos para diversas empresas ligadas ao setor em Salvador. Também faz mais de um ano que o governador Rui Costa anunciou que construiria o novo equipamento no bairro do Comércio (veja aqui), mas, após uma série de divergências, o secretário de Turismo José Alves informou nesta segunda-feira (10) que o tema só será definido após o fim de estudos técnicos, que devem ficar prontos em menos de três meses (entenda aqui). Questionado sobre o limite máximo para que local do novo Centro de Convenções seja escolhido, o secretário tergiversou: "A gente está perseguindo esta data. É importante que a gente faça todo um plano de referência técnica, identificando já essa área, e assim que sair este estudo vai sair a licitação". Alves também não soube informar se ou como o desmanche do antigo equipamento aconteceria. A decisão de desmontar o atual prédio foi tomada em setembro deste ano, após parte da estrutura desabar (leia mais aqui). "Foi estabelecida uma comissão para justamente fazer todo estudo técnico, dar um laudo técnico sobre o assunto, e isso demanda tempo. A gente não pode esquecer que é um equipamento do estado, público, e que só pode ser feita qualquer tipo de intervenção após autorização”, justificou. A comissão é formada por representantes do Corpo de Bombeiros, Superintendência de Patrimônio, Departamento de Polícia Técnica, Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Turismo (Setur). Caso o atual centro seja realmente demolido, o governo não arrisca dizer se o terreno – localizado em uma área valorizada e próxima ao mar – será vendido ou utilizado para a construção de outro espaço público. “Qualquer coisa que eu falar agora é prematuro. Porque ainda não está concluída toda a história. Qualquer informação diferente dessa é muito precipitada. Temos que aguardar ainda todos os estudos que estão sendo feitos”, reforçou. (Atualizada às 11h25)
