Advogada relata assédio moral contra ela e sua avó de 86 anos de auditora fiscal do RJ
A advogada Mariana Cavalcante relatou ter sofrido, juntamente com sua avó de 86 anos, assédio moral por parte de uma auditora fiscal que atua na alfândega do aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro. A funcionária Maria Lúcia Lima Barros teria debochado e tratado com grosseria e sarcasmo as passageiras, que esperaram quatro horas pela resolução da questão. O caso aconteceu no último sábado (24), quando Mariana e sua avó voltavam da Índia. Em uma postagem no Facebook datada de 26 de setembro, a advogada detalha o que chamou de "evidente assédio moral". "A servidora passeava de um lado para o outro, conversando com várias pessoas, muitas vezes rindo e tudo parecia fazer parte do seu 'show'. (...) A auditora sequer conseguiu concluir o seu trabalho, alegando que ainda precisaria de muito tempo para firmar a sua convicção e apontar os valores devidos", contou. De acordo com a vítima, Maria Lúcia lavrou um termo de retenção quando ela optou por deixar na alfândega os objetos adquiridos na Índia, mas o documento não tem validade jurídica, já que não relaciona quantidade e qualidade dos itens. "Minha avó, senhora de idade, não queria ir embora sem suas coisas. E, mais uma vez, Maria Lúcia veio com um tom irônico alegando que, para tanto, levaria ainda muito mais tempo. Cinco minutos depois apareceu com um DARf no valor de R$ 1.500 reais sem nenhuma fundamentação", continuou Mariana, acrescentando que sua avó preferiu pagar o documento apra terminar com a situação. Conforme relatou, funcionários da alfândega falaram que a conduta da servidora era recorrente e que a cada voo um passageiro era eleito para ser assediado. À Veja Rio, a Receita Federal informou que "está apurando o ocorrido". "Desde a etapa da seleção dos passageiros para revista até o momento da fiscalização pela servidora, através das análises de imagens e dos relatos de testemunhas presentes, para que possa fundamentar as providências a serem tomadas", diz a nota. A funcionária segue trabalhando, mas em outro setor. Mariana Cavalcante prometeu "dar um basta a essa 'síndrome do pequeno poder'" e apresentar uma representação administrativa contra Maria Lúcia.
