Ausente, Neto é o mais citado em terceiro bloco de debate: ‘Tem prazo de validade’
Por Bruno Luiz
No bloco em que puderam fazer perguntas uns aos outros, os candidatos a prefeito de Salvador se concentraram, novamente, nas críticas a ACM Neto (DEM), que não compareceu ao debate. Ao responder pergunta feita pelo Pastor Sargento Isidório (PDT), que se colocou no segundo turno com o democrata, Rogério Tadeu Da Luz (PRTB) disse que Neto é prefeito com “prazo de validade”, pois pode sair da prefeitura para concorrer a governador em 2018. “O pior é achar que está eleito. O pior é que ele quer ser candidato a governador. Ele é candidato a ficar só um ano e três meses. Deveria estar Bruno Reis debatendo aqui, já que ele vai ficar dois anos e três meses”, criticou o candidato. A candidata Alice Portugal (PCdoB) tergiversou ao responder ao questionamento de Fábio Nogueira (PSOL) sobre ser favorável ou não à construção da Ponte Salvador-Itaparica, obra do governo estadual. A comunista preferiu elogiar obras do governador Rui Costa, a quem chamou de parceiro de Salvador, na capital baiana. “Vamos retirar a Fonte, complexo de viadutos na Paralela, complexo rodoviário Dois de Julho, na Paralela. O que vai sobrar? A cidade completamente abandonada, do ponto de vista das obras de mobilidade. Do ponto de vista da cidade, é necessário reconhecer, e não apenas criticar, que o governador está sendo parceiro da cidade”, defendeu Alice. Questionado pela deputada federal em relação a sua avaliação sobre as obras de requalificação da orla feitas por Neto, o candidato Cláudio Silva (PP) defendeu as intervenções, mas também ponderou por “equilíbrio”. “As obras são importantes para retomada do desenvolvimento turístico, mas é claro que elas precisam de um nível de gasto que nos permita ter prioridades. Não podemos esquecer que intervenções que podem trazer de volta ao turista são importantes, mas o mais importante e prioritário nesse momento é ter equilíbrio. Recuperar parques, orlas, mas pensar no cidadão, na educação, na saúde, na construção de creches”, argumentou. Fábio Nogueira (PSOL) fez duras críticas ao serviço de transporte público de Salvador ao responder pergunta de Cláudio Silva sobre mobilidade na capital baiana. “É preciso combater o lobby das grandes empresas. Eles devem à prefeitura mais de um R$ 1 bilhão de reais. O serviço é de péssima qualidade. Quem fiscaliza o serviço são as próprias empresas, não a prefeitura. Os trens do Subúrbio estão caindo aos pedaços. A gente precisa ter prioridade, cuidar de quem precisa”, criticou o socialista. A pergunta de Célia Sacramento foi sobre programas de inclusão social. Ao respondê-la, o Pastor Sargento Isidório relembrou do seu trabalho junto à Fundação Dr. Jesus e disse que ampliará iniciativas do tipo durante sua gestão. “Quando você tranca todo mundo em um lugar e viabiliza, com assistência, oportunidades você vai conseguir incluir essas pessoas. Nós gastaremos dinheiro fazendo muito mais com pouco e ouvindo todos os setores da nossa sociedade”, prometeu o pedetista, fazendo ainda um aceno para Célia: “Eu me lembrarei da senhora, porque sei de sua competência”. Já a atual vice-prefeita soteropolitana parece ter tirado esta noite para externar mágoas com ACM Neto. Ao responder pergunta de Da Luz sobre o fato de não ter sido escolhida como vice na chapa da candidatura à reeleição do democrata, Célia sugeriu que Neto não foi transparente e agiu com “covardia”. “Muita gente só votou nele por causa de mim. Eu era candidata em 2012 e aceitei parar meu projeto em 2012 para seguir ele. Na minha opinião, ele deveria ter sido uma pessoa transparente. Sempre ajudei a gestão, nunca boicotei a gestão. E 12 horas antes da convenção, ele diz: ‘Olha, Célia, o vice vai ser Bruno’. No meu bairro, isso seria chamado de covardia”, relatou.
