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Candidato petista à prefeitura do Recife é agredido em restaurante; veja vídeo

Foto: Reprodução / TV Globo
O candidato à prefeitura do Recife pelo PT, João Paulo, foi agredido na tarde desta quinta-feira (8) em um restaurante no Rio Mar Shopping, pelo economista Bruno D'Carli, de 71 anos. Imagens que circulam no WhatsApp mostram o momento em que o agressor ameaça o petista enquanto se aproxima. "Vou dar-lhe uma bofetada", dizia D'Carli, que também chamou o candidato e sua comitiva de canalhas e ladrões. O candidato João Paulo registrou um boletim de ocorrência por agressão na Delegacia de Boa Viagem e classificou o episódio como "inadmissível". "Queremos a paz na nossa cidade e que Recife possa ter uma eleição tranquila. Esse tipo de agressão deve ser evitada na política do Brasil, e em particular no Recife. Ele já chegou dizendo que odiava o PT e que ia dar um murro, mas foi contido pelos garçons e por algumas pessoas lá, senão ele teria nos agredido de fato. Ele acusou o PT de ladrão, chamou o PT de lama e que nós estávamos contaminando aquele ambiente, e eu disse que nós não fazíamos isso", relatou João Paulo ao G1. O petista não disse se usará o ocorrido em sua campanha. "Teve uma repercussão muito grande", acrescentou.

O economista Bruno D'Carli disse à imprensa que o candidato está usando o episódio para jogar na propaganda política e ameaçou entrar no Tribunal de Justiça Eleitoral. "Tenho um arquivo com várias denúncias que não foram apuradas, eu sei quem é João Paulo. Além disso, ele faz parte de um partido que está execrado da sociedade brasileira. Nunca o vi na minha vida e espero não vê-lo mais, quero que ele seja derrotado na eleição e vá para casa, pois ele tem as amantes dele", acusou. Apesar das declarações, o delegado Joel Venânciou informou que o economista confessou os crimes e receberá um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de injúria e ameaça. O documento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal, por fazerem referência a crimes de menor potencial ofensivo. "O máximo das duas penas totaliza um ano de prisão. Vai ser feita uma audiência de conciliação entre as partes. Se não houver a conciliação, haverá uma proposta de transação penal, que é a aceitação de uma pena restritiva de direitos. Se Bruno não aceitar, caberá ao Ministério Público oferecer uma denúncia quanto ao crime de ameaça; e quanto ao crime de injúria, o advogado de João Paulo fazer a queixa-crime, porque é um crime de ação privada", explicou.

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