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Denúncia do MPF contra Ubaldino não deve trazer consequências para deputado na AL-BA

Por Fernando Duarte

Foto: Evilásio Jr./ Bahia Notícias
Investigado desde a deflagração da Operação Águia de Haia, o deputado Carlos Ubaldino (PSD) foi denunciado nesta segunda-feira (5) pelo Ministério Público Federal (MPF) por participar do esquema que desviava recursos públicos de prefeituras no interior do estado (entenda aqui). No entanto, a denúncia dificilmente trará consequências ao parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia. A reportagem do Bahia Notícias consultou, com gravadores desligados, se deputados acreditavam em uma representação contra Ubaldino após o suposto envolvimento no esquema que, apenas em Nova Soure, teria desviado quase R$ 1,5 milhão. O resultado foi uma série de descréditos diante da denúncia do MPF. “Enquanto a Justiça não aceitar a denúncia, não há porque haver representação”, tergiversou um parlamentar. Ubaldino é apenas mais um dos potenciais alvos de investigação pelo Conselho de Ética da AL-BA, que sequer recebeu uma outra representação, contra o deputado Pastor Sargento Isidório (PDT) e formulada pela Comissão da Mulher após o pedetista “cheirar” a vagina da própria mãe em “homenagem” ao Dia das Mães no último mês de maio. Como Isidório é candidato a prefeito de Salvador, os deputados têm a desculpa perfeita para adiar uma represália. Mas e o caso de Ubaldino que, na época da Operação Águia de Haia, tornou a AL-BA alvo de mandados de busca e apreensão (lembre aqui)? Tal ação não gerou constrangimento nos 63 deputados que a compõem. Enquanto isso, parlamentares do governo bradam contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como articulador do impeachment e o tratam como um câncer a ser exterminado – acusado em diversas oportunidades de participar em esquemas de desvios de recursos – e os opositores vociferam contra o PT acusando o partido de ser o semeador da corrupção no país. Esses exemplos são apenas os mais gritantes. É fácil apontar a ferida dos outros. Difícil é olhar para o próprio umbigo.

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