FBI divulga relatório sobre e-mails de Hillary Clinton e cita 'informações confidenciais'
O FBI – equivalente à Polícia Federal dos Estados Unidos – divulgou nessa sexta-feira (2) um relatório detalhado de sua investigação sobre o uso de servidores de e-mail privados por Hillary Clinton quando ela foi secretária de Estado norte-americana (de 2009 a 2013). De acordo com a Agência Ansa, o documento tem 58 páginas e inclui uma síntese do interrogatório com a candidata democrata à Casa Branca sobre o caso, mas algumas páginas estão marcadas como confidenciais. Em junho passado, o FBI decidiu não incriminar Hillary após concluir que não havia provas de que a ex-secretária queria violar a lei, embora tenham sido "extremamente negligentes". Das mais de 30 mil mensagens analisadas, 110 continham informações consideradas “confidenciais". Segundo o FBI, é possível que "atores hostis" tenham tido contato com esses e-mails. Enquanto foi secretária de Estado, Hillary usou um servidor privado para enviar mensagens oficiais, impedindo as autoridades norte-americanas de terem acesso aos registros de suas comunicações profissionais, como é praxe para quem ocupa cargos públicos. De acordo com a Ansa, a lei federal dos Estados Unidos estabelece que cartas e e-mails enviados e recebidos por funcionários do governo no exercício de suas funções são considerados documentos oficiais e, por isso, devem ser conservados, arquivados e ficar à disposição do Congresso, de historiadores e da imprensa.
