Alice critica liminares a favor de Neto: ‘Não posso permitir que minha voz seja calada’
Por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes
A candidata à prefeitura de Salvador, Alice Portugal (PCdoB), criticou nesta sexta-feira (2) as liminares concedias a favor do atual prefeito ACM Neto (DEM), que a proíbem de citar problemas com creches ou se referir a ele como “golpista” (entenda aqui e aqui). Durante o lançamento de seu comitê de campanha, na Avenida Vasco da Gama, ela disse que vai cumprir as decisões, mas que já entrou com recursos no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA). "Eu peço vênia ao tribunal que analise nossos recursos de maneira rápida para que o prejuízo, injusto, não se consume. Enquanto isso eu vou cumprir decisões judiciais. Sou uma cidadã que cumpre as decisões. No entanto, falar o que a vice-prefeita [Célia Sacramento] disse e que toda a cidade sabe não pode ser motivo de tirar meu programa do ar. Repetir o que o DataSUS diz, que Salvador é a capital que menos investe em Saúde, não é motivo para tirar o meu programa do ar. Então nós precisamos ter um debate político em Salvador. Eu não posso concordar que minha voz seja calada. Então eu peço justiça ao Tribunal. É a única coisa que eu posso pedir", lamentou. Alice defendeu que ocorra um debate político “de bom nível” na capital, mas que garanta a opinião política livre no programa eleitoral. Questionada sobre sua estratégia para aumentar as intenções de voto nas próximas semanas, a deputada federal disse que vai “caminhar com nossa gente e fazer propostas com nosso povo”. “Vai acontecer como aconteceu com [Jaques] Wagner. As pesquisas não diziam que ele ganharia e ele ganhou duas vezes. O governador Rui [Costa] começou com 3%, eu começo com 10%”, minimizou. “Então eu tenho esperança, tenho fé que nosso povo vai entender que chega de receber não: não na saúde, na educação, no emprego. É preciso que a cidade receba um grande sim. E é isso que nós estamos propondo: uma prefeitura mais justa, mais humana, que integre a cidade e olhe para os que mais precisam. Assim teremos uma cidade mais justa e sem repressão”, prometeu.
