Candidata promete apoiar mulheres e LGBTs da Câmara de Vereadores de Salvador
A candidata a vereadora de Salvador, Larissa Moraes (PMDB-BA), pretende lutar, caso seja eleita para um mandato na Câmara de Vereadores, pelos direitos das mulheres e dos LGBT e por mais espaço das duas classes na Casa. “Acredito muito no empoderamento feminino, lutar por mais espaços no poder público. A gente luta muito também pela questão LGBT. A gente passa por dificuldades e queremos ter direito a ter direitos. Essa negação de oportunidades é muito forte. A gente tem essa reação de lutar pelo poder, principalmente na Câmara, onde se decide tudo”, afirmou a peemedebista, que é assumidamente lésbica e preside o núcleo LGBT do PMDB na Bahia. Aos 32 anos, Larissa acredita que sua candidatura traz a “cultura do jovem na política”. “Muitas pessoas ficam muito tempo na política, um mandato vitalício. Essa questão do rosto novo é legal. Não tem aquele vício político, as pessoas não estão cansadas da sua cara. Acho isso positivo”, avaliou a peemedebista. Candidata por um partido considerado de direita, espectro político historicamente ligado ao conservadorismo, Larissa acredita que não só siglas de esquerda podem adotar empunhar bandeiras progressistas, caso do empoderamento feminino e a luta pelos direitos dos LGBT. “É inegável que os partidos de esquerda foram os primeiros a tratar com mais carinho essas lutas, mas a luta é de todos. A gente precisa abrir esse campo, ninguém é dono de tudo. Não é por isso que os partidos de direita não possam adotar essa luta. É bom que a direita tire isso e seja menos conservadora para que a gente tenha mais avanço nas políticas públicas”, afirmou. Ainda segundo a peemedebista, a atual composição da Câmara soteropolitana não representa as mulheres e nem os LGBT. “Por não ser representada nenhum dos dois âmbitos, tanto na questão LBGT e mulher, somos mais de 50% e temos apenas 10% representada na política, devemos reverter urgentemente esse quadro. E só lá [na Câmara de Vereadores], onde se decide nosso futuro, é que podemos mudar isso e defender, de forma firme, mudanças. Não há representatividade muito grande de mulheres e LGBTs. Querendo ou não, a sociedade é preconceituosa, só quer apagar, banir os LGBTs. Não tem por que fazer isso. Não somos aberrações, só queremos direitos iguais”, concluiu.
